Criminosos têm utilizado o CPF de caminhoneiros para praticar roubos de carga, o que faz com que motoristas inocentes sejam associados aos crimes e passem a sofrer bloqueios em sistemas de gerenciadoras de risco.
O caso do motorista mineiro Samuel Santos Marcelino, conhecido como “Sabotage”, mostra esse problema. Após ocorrências criminosas serem vinculadas ao seu CPF, ele passou a ser reprovado em sistemas de liberação de fretes, sem explicações claras ou oportunidade efetiva de defesa imediata. Mesmo enviando documentos e boletins de ocorrência, enfrentou dificuldades para reverter a situação e ficou meses impedido de trabalhar.
Especialistas afirmam que as gerenciadoras de risco deveriam garantir mais transparência, investigação adequada e direito de defesa aos profissionais antes de aplicar qualquer bloqueio. Segundo representantes do setor, o caminhoneiro deve ser informado sobre os motivos da restrição para poder contestar e apresentar provas.
Como alternativa para resolver esses casos, existe a Câmara de Conciliação do Serviço de Atendimento e Apoio ao Caminhoneiro (SAAC), que atua na mediação entre caminhoneiros, transportadoras, seguradoras e gerenciadoras de risco, ajudando a corrigir informações cadastrais e remover restrições indevidas.
No caso de Samuel, a intervenção de representantes do setor e a comprovação de que ele era vítima de fraude permitiram a retirada do bloqueio e seu retorno ao trabalho.
fonte: https://ocaminhoneirolegal.com.br/2026/06/13/golpe-no-cpf-deixa-caminhoneiro-parado/